A conseqüência disto é que o próprio Estado deixa de arrecadar os impostos inerentes aos produtos originais não vendidos, o FGTS, INSS, PIS, COFINS, II, IPI, ICMS e ISS que estão direta e indiretamente incorporados no preço dos produtos,são sonegados na venda dos produtos piratas, com a venda de produtos originais e a maior arrecadação, o Estado poderia diminuir a carga tributária, garantindo menores preços dos produtos no mercado.
Segundo dados apresentados por Clayton Wilson Jorge10, a pirataria de filmes faz com que o Estado deixa de arrecadar anualmente R$ 100 milhões em tributos.
Seabra, em reportagem para a Época On-Line11, afirma que o Estado deixa de arrecadar R$ 300 milhões por ano em impostos.
No total, conforme dado do Luiz Paulo Barreto12, Secretário-Executivo do Ministério da Justiça em 2007, o Estado deixa de arrecadar, por ano, cerca de R$ 30 bilhões.
“Estimamos que o potencial de crescimento do PIB per capita é de 7% ao ano1. No entanto, com as atuais barreiras à economia formal e o nível de informalidade resultante, o Brasil dificilmente atingirá esse potencial. Apesar disso, notamos que esse tema está sub-representado na discussão econômica do País. Por constituir-se em um dos principais obstáculos ao crescimento econômico, é preciso entender a informalidade e a melhor forma de reduzi-la”13.
Verificou através da Arrecadação Federal que no ano de 2007 houve crescimento de 11%, tal crescimento se deu segundo a Receita Federal pelas práticas de combate a sonegação, a fiscalização acerca do contrabando, descaminho e pirataria14.
Segundo a Associação Brasileira dos Produtores de Discos – ABPD15, no período compreendido entre os anos de 1997 a 2005, estima-se que os efeitos da pirataria no setor fonográfico representem:
1. Postos de trabalho direto: -50%;
2. Artistas contratados: -50%;
3. Nº de pontos de vendas fechados: - 3.500;
4. Lançamentos de produtos: Nacional - 44%;
5. Estimativa de perda de arrecadação em impostos em função da pirataria: R$ 500 milhões anuais (Somente considera ICMS, PIS e Cofins);
6. Nº de empregos perdidos no setor: - 80 Mil (gravadoras, fabricantes, comércio varejista, etc...).